
Somos todos submetidos ao conhecimento.
Nao importa o que se conheça, o inferno começa no proprio pensamento.O pesadelo para a maioria de nós, é um,de todos os conhecimentos que adquirimos;a certeza da finitude,ate mesmo do pensamento,a chave para o inferno.
A morte para a maioria é considerada como o fim,apesar disso, nao importa quando,mas isso, nao atinge a todos.Deixar de ser, nao é, jamais será morrer,mas nao pertencer ao conhecimento sim, isso seria morrer.
Uma fornalha de angustia, ao ser apagado,perder-se de si,sumir para o outro, afundar na escuridao do anonimato eterno, como chumbo que mergulha no mar sem cessar.
Há tantas ilusoes das quais nos curam da perdiçao,e que tambem nos deixam perdidos, a delirar.O amor, simbolo principal de todas as ilusoes, das quais sem, nao seríamos nada mais.Vale a pena sonhar?
Um desenho que o tempo apaga, retirando todo o grafite do papel.Apagar como um fosforo, repentinamente.Andar pela lama que jamais seca,pois as proprias lagrimas insistem em regar, e umedecem a terra da qual viemos, a lama que jamais nos liberta,se solta dos nossos pés, pois lama por mais que seja ou pareça asqueroza, estamos sempre por cima dela, mas nao acima.
O fim do tunel que perde sua luz, mas tao acostumados com o luar quando havia luz, que ao se apagar, conhecemos muito bem o lugar, como um cego em sua casa, sem nenhuma vez tropeçar.A sensaçao inaceitavel no abrir dos olhos, daquele choro distante,clamando para que a distancia diminua,e ao se aproximar,que suma de vez,retorne para o lugar de onde surgiu,antes de partirmos,sem nenhuma responsabilidade ou obrigaçao.Como a lagrima que desce e ja nao volta mais, já, tembem, que nao deseja que essa volte, mas que jamais permita-se descer outra vez,derramar.
O impulso reprimido, que por ele proprio sabe do mal que faria, se desse razao as suas razoes.Os sonhos que nos fazem ver o que jamais se pôde,e que nos impede de esquecer, a nossa partida para uma outra dimensao,distante do sonho,distante das minas,distante da ilusao,como se fosse previsao, mas uma visao da passagem entre os tempos.
Encantador, um sentimento de dor, a força incondicional de viver, como bravura animal na hora de sua prole defender,e a tendencia persecutoria de sumir,ou morrer.
Sao todos esses , ou melhor, foram, os olhares do mar que nos mostravam tais partes da vida, nos faziam lembrar, ao mesmo tempo, em outros momentos que muitos nos ajudaram,as más lembranças apagar.Nos cegam para as dores, nos fazem sorrir, mas nao se percebe o motivo dos risos enquanto lagrimas nao custam em se arrastar, com medos e certezas, pelo rosto enrugado de tanto sofrer e tanto chorar,por tanto desespero, da esperança, de esperar.
A duvida.O medo, tanto do que se pode lutar e vencer quanto daquilo que ja nao se pode reagir, nao se pode tocar.
O sentido que se dá para o entendimento é louco, os signficados relativos, nada, nunca será uma coisa apenas, mas sempre algo mais.
Enquanto ser um demonio e viver no inferno é a razao de sofrimento para uns, é condiçao para todos, é alegria para os acomodados com a "facilidade" de nao expor a alma à trabalhos melhores, mas aproveitar o que traz os ventos, e segurar com firmeza e poucas mãos muitas soluçoes e gozos faceis, que passam por entre os dedos,enganam a alma,da forma como um mentiroso nos engana,da forma como faz um ladrao.Nao saber das proprias certezas, duvidando assim do que se poderia ser,uma questao existencial sem duvida e condicional.De quem seria a culpa,se já nascemos demonios e se quem nos traz tambem,se para nosso bel prazer ferimos os outros por nao combinarem com nossos caprichos e egoismos, por nao se encaixarem com todo o nosso "querer"?
Numa realidade em que o objeto é tudo e o desejo nao é poder, e que poder tambem nao é tudo pois depois de ter,nos reduzimos a nada ser,pois o desejo nao é a chave, mas o saber nos dizer que nem tudo é ser nem somente ter.Os passos que damos regados por quem amamos,as pequenas ondas,dos passos que damos,na beira do mar, as crenças que temos e as que aprendemos,que nada tem força suficiente para nos separar desse contato, com os receios,com a coragem, com a agua,mas que de repente,bem em nossa frente,nos deparamos com o teto de nosso quarto, o teto de nós mesmos e novamente fechamos os olhos para de novo sonhar, e nao conseguimos voltar,pois a "realidade" que chama, nao é o que vemos em sonhos, deitados em nosso interior, mergulhados nas nossas angustias e insatisfaçoes, ja impossiveis de se alcançar.Por mais que sintamos toda a glória e ternura sob os "nossos raios de sol", algo que deixamos acontecer, e que o tempo torna imperceptivel diante do querer,destruir,diante da força de pendurar tal obra na parede,nunca concluímos a tela, nunca chegamos a ver, a nos entender.
O fogo atinge aqueles que o conhece.O prazer, engana todos os que se contentam com ele.A ilusao transporta muitos que nao admitem o "nao".A dor ensina,quando aperta o coraçao.É a mae que nao dá o brinquedo que queremos, ate que aprendemos,e esquecemos de espernear,pois seria tudo em vão.A vida é a constante condiçao de morrer dolorosamente sem conhecer tudo,a escola para o "aprender a sofrer".
A morte é o doce que muitos ou todos anseiam,mesmo sem saber, e nao conseguem te-la sem sentir medo, amargando todo o prazer,nao deixamos acontecer,resistindo,sentindo assim só desprazer,se o prazer é a vida, porque tambem nao,ate no momento mais sublime, de partir,de "nascer"?
Assim é uma pré-ideia, do prazer, que almejamos atraves dele,conseguir durmir,adormecer,sem nada a temer,tranquilos em alma,para as dores e simplesmente estarmos vivos rapidamente e "indolorosamente" desaparecerem.Nossas duvidas nao sao as chamas que nos queimam, mas sim a extensao dessa pele inconstante,que tanto prezamos, que cobre o nosso corpo, que sente a dor. As chamas queimam e causam a dor que nos incomoda,porque ela tem com quem se encontrar, tem a quem queimar, a chama por si só nao inflama a nossa alma,mas nos fazem achar,descobrir as razoes e aceitarmos errar,dificil por sermos egoistas demais para acreditar,uma hora chegamos a tal dadiva,respeitar. A dor,ingenua,nao pode alcançar,tal capacidade de gerar,pois ela mora em nós mesmos,toda a energia e toda a força do medo,está em nos mesmos,pois somos os fomentadores da dor propria e do outro.Somos seres do caos, da destruiçao, seres sem ordem,prepotentes o suficiente para achar que podemos nos refazer de nossa natureza, criando éticas e pseudo-ordens, proprias para bater de frente com o que somos,alto nivel de insatisfaçao,sem "amor verdadeiro" pelo proximo, criaturas mortas,sombrias,sem coraçao.Criamos para destruir logo depois.Todo o desejo inumano nosso,pertencente a esses seres que somos,resume-se no final de tudo, á destruiçao, e essa, é o prazer pleno,sentirmo-nos acima do outro,para sentirmo-nos bem,pois a destruiçao é o principio da ideia do nosso proprio principio, a nao existencia pensanete,corporea.
Criamos demonios em pinturas, movidos inconscientemente por nosso proprio medo do que somos.Nos pintamos numa tentativa de separarmo-nos da nossa imagem primitiva e interior,somos seres insatisfeitos do que somos e quanto mais tentamos fugir de nos mesmos, mas nos aproximamos desse ser "mau".
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