sábado, 7 de agosto de 2010


Fraquezas
A vida é como um mar de rosas,mas essas rosas são repletas de espinhos.
Os espinhos das rosas ao penetrarem em nossa carne persistem para sair, ferpas entranhadas na nossa comodidade.
Vai se fazendo o caminho, mas as vezes as forças que precisamos para agir nos faltam, a piedade nos atormenta, e vemos o futuro negro que nos espera.
Quando a força nos falta todas as pedras caem sobre nós, e não conseguimos retira-las.
Os passos vão se lentificando, pois a coragem só deseja andar junto a força, e ficamos sem ação, sem atitudes para escolher a tomar.
O futuro que prevemos nos aguarda de boca aberta, pronto para nos devorar, enquanto isso, vamos seguindo com medo, sem o nosso rumo, sem a historia que gostaríamos de construir, sem nós mesmos.
Nosso vale dos sonhos se torna desolado, inóspito depois que alguns anos se passam e nos enganamos em achar que podemos voltar atrás, construir uma nova historia.Talvez, se evitássemos desistir de nós mesmos por causa do medo, não precisaríamos nos desgastar tanto tentando voltar atrás para nós mesmos, em nosso mundo particular, nos enganando por estruturas defensivas mentais, quem sabe o nosso caminho a seguir seria aquele ao qual nós mesmos nos aconselhamos anos atrás a procurar.
No final de nós mesmos, somos paralisados pelas nossas suposições, os pensamentos nos mostrando o como poderíamos ter sido nós mesmos se seguíssemos o que o nosso desejo nos pediu, assim, poderíamos ousar ao menos, ainda que em nossa insignificancia, dizer que fomos felizes, ainda que esse sentimento de felicidade nos tenha sido servido numa bandeija de prata posta diante de nós em nossas mesas a cada dia, sem explicação,como quase obrigação de consumir aquilo tudo ali que nos dão.
Somos meros filhotes de pássaros, que outros a sua medida de vida e desejos nas nossas bocas vomitam, alimentos que nem escolhemos comer, e com o tempo vamos descobrindo que nunca precisamos nos alimentar de migalhas mastigadas ao bel prazer de estranhos que aprendemos também com o tempo que não são estranhos.
Remamos e remamos cada vez mais em direçao ao nosso mar.
O horizonte nunca chega, e nós continuamos a remar.
Chega um momento que a fome e a sede bate e continuamos a remar.
O cansaço chega, sentimos a nossa condiçao de finitos nesse mesmo momento, e então deitamos e conseguimos chegar, o horizonte sorri para nós, e nós finalmente, "felizes" ou nao, deixamos de remar.
Após um tempo, que nunca desistiu de nos acompanhar, fazendo questão de mostrar nossa impotência, nós...
deixamos tudo o que foi, e o que poderia ter sido, suspiramos pela ultima vez, sonhando, que um dia, conseguimos realmente ver o mar.

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