sábado, 3 de março de 2012

Da utilidade do sonho
O homem como todos os seres vivos experienciam o mundo através dos sentidos, seja dos estímulos externos para seu interior ou dos sentidos para o mundo. Assim, a primeira experiencia de vida se dá a partir de vivencias oníricas.
Mesmo depois de ter aprendido sobre o mundo e apreendido o mesmo, o homem nao deixa de sonhar. É possível que o primeiro homem tenha sonhado indiretamente com o seu próprio presente e com o seu primordio. O homem atual simplesmente herda as experiencias antigas somadas daquelas advindas de seu proprio presente.
Diante da realidade em que vive o homem atual, é possível que os sonhos sejam uma realização superficial de sua integraçao orgânica, vital.
O aculturalismo e alienação do homem provocado pela cultura, fortalecida e fomentada pelo desespero humano que ela mesma provoca no homem diante de uma estrutura materialista, "progressista" e capitalista. O sonho recobra do homem o "si-mesmo", o "eu".
O homem se perde no seu tempo e quando reflete sobre o seu passado e o admira, se perde no eruditismo, ficando sempre vagando em algum tempo desconhecido que é seu mesmo.
Os sonhos reconfiguram momentaneamente o caos da criação primordial, sem limites e organizado holisticamente.
Platão disse uma vez que a realidade era organizada pelo mundo das essencias; algo de muitas coisas sem forma, e o mundo objetivo, que se constituía na sombra do mundo das essências,ou, mundo das idéias. Nesse mundo objetivo é que vive o homem,que apanha as "essências" e lhes dão formas e nomes para todo o primordio.
A tríade existente no caos que define: a criação, a modificação das coisas e a destruição.

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