terça-feira, 23 de fevereiro de 2010


Anonimato

Aos poucos vou percebendo cada vez mais as suplicas da minha alma para abandonar essa condiçao que acomete a todos ainda que estes percebam,

mas que degenera a todos a cada instante, e a mim ainda mais por notar mais frequentemente essa degeneraçao e sentir que me esquecerei de novo, e o parasita continuará a me consumir. É como se a luz de nossa consciencia, conhecimento, atençao, servisse para esta enfermidade adormecer , covardemente nos corroer pela noite da nossa consciencia, é quando adormecemos.

É um grande espetaculo do qual desejo me livrar de ser, quando nos acordamos a ser simples espetaculos ou simplesmente qualquer qualidade de espetaculo nos tornamos uma onda constante e euforica de vazio e gozo.

O vazio e o gozo fazem parte da nossa constituiçao porém a essa citada excessao , de ser líquido, de nao estar de encontro consigo por mais de dez minutos.

A sobriedade de si é uma carta da qual nao encontramos em nossas maos no inicio de um jogo de pôquer, e eu nao sei jogar pôquer, mas mesmo sem saber jogar, eu saberia o momento em que a carta viesse à minha mao e para mais ninguem além de mim mesmo, eu poderia partir e meu jogo baixar.

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