terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

O tratado da necessidade e a fome

É-nos um investimento muito feliz abrir-mos as portas das nossas necessidades rotineiramente e nao apenas sentir-mosconsolados pelos nossos dedos que se agitam e sobram no momento em que mais precisamos te-los para nos desfomear.
Embora ajam espaços na mente para desrazoes, impulsos emanifestaçoes de defesa para com as insatisfaçoes,nossas proprias insatisfaçoes precisam ser nutridas ,regadas para que continuemos com a qualidade de seres humanos.
Tal como é a geladeira vazia, somos quando o alimento é despejado no estomago para o instestino sem medida nem responsabilidade, quando muitos se alimentam de sonhos de um dia terem algo para comerem, diferentemente daquilo que esta de fato abaixo deles e que faz partes deles mesmos, tao perto sem cuidados,nada incerto, tudo exato, comoesta ali diante deles,torradas de barro.
Nossasmentes vazias anseiam por ricas farturas nos espaços nao preenchidos do armario nos levam a uma vida de peixe de aquario que pedras lhes servem de balas de restos alimenticios, sem direito a sabores nem vicios.
Para esvaziar-mos a mente precisamos de um estomago funcionando, digerindo à mil, mantendo a saúde para que nao sejamos reduzidos a chorumes de lixo, que escorrem entre os dedos dos que nunca tiveram direito e que nem mais sentem medo nem frio.
O que é, senao alegria, amparo,saudade satisfaçao, que nao nos darmos o direito,ter-mos tal respeito e dignidade de ociosos, ter-mosos espaços de nossa fome saciados?

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